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A expectativa de vida ao nascer dos indígenas brasileiros é de 48 anos,
enquanto a expectativa de vida dos brasileiros não índios, segundo a
Organização Mundial da Saúde, 67 anos. A resistência
no entanto apontou um aumento de 1985, quando eram apenas 220 mil pessoas
para hoje quando passam de 300 mil. Metade dos óbitos conhecidos são
de crianças de menos de 5 anos. Mais de 1/4 dos óbitos ocorrem sem assistência
médica. As causas
mais freqüentes de óbitos são pneumonia, diarréias, malária, tuberculose,
ou seja, doenças facilmente curáveis e preveníveis.
(Dados
do Instituto de Medicina Tropical de Manaus - Set/1994 e Dez/1995)
Suicídios
O problema se concentra nas áreas indígenas Guarani-Kaiowa do Mato
Grosso do Sul e Tikuna do Alto Solimões, no Amazonas, onde 211 casos
foram registrados de 1986 a setembro de 1995, e outros 34 casos entre
janeiro a setembro de 1995. O suicídio entre os Guarani-Kaiowá possui
registros desde o século XVI. O problema não está restrito ao território
nacional, ocorrendo também em grupos da mesma etnia na parte oriental
do Paraguai. Incide entre jovens de ambos os sexos, com idade variando
entre 13 e 25 anos. O enforcamento é o método mais empregado (81,2%),
seguido do envenenamento (16,2%), arma branca (1,7%) e arma de fogo
(0,9%). Os fatores
determinantes deste quadro são extremamente complexos, pouco conhecidos,
e envolvem questões como: miséria crônica, falta de terras, alcoolismo,
presença de missionários e grande número de seitas fundamentalistas.
(Dados
obtidos no site da DIA - Documentação Indigenista e Ambiental)
Número
de índios no Brasil cresce 150% em 10 anos
Em apenas uma década, a população indígena no Brasil passou de 294 mil
para 734 mil, um aumento de 150%, com crescimento médio anual de 10,8%,
bem acima da taxa anual de 1,6% no número de brasileiros como um todo,
independente da raça ou da cor. A diferença de 440 mil índios a mais
no País supera todas as expectativas e surpreendeu não apenas aos especialistas
do IBGE, responsáveis pelos números, como à própria Fundação Nacional
do Índio (Funai). O trabalho foi feito com base nas informações colhidas
nos censos demográficos de 1991 e de 2000 e contou também com a colaboração
de antropólogos, sociólogos e epidemiologistas de entidades não ligadas
ao IBGE. Os dados do IBGE revelam ainda que entre os 734 mil índios
identificados no Censo de 2000, apenas 304 mil (41,4%) residiam em alguma
das 604 terras indígenas reconhecidas pelo governo.
Mortalidade infantil entre índios supera de brancos e negros
A cada criança perdida pela população branca, morrem cinco indígenas.
A taxa de mortalidade infantil entre índios e brancos registrou uma
diferença de 124%, segundo os números divulgados pelo IBGE. Com base
no Censo Demográfico de 2000, os pesquisadores constaram que para cada
1000 crianças índias nascidas vivas, 51,4 morreram antes de completar
o primeiro ano de vida. No mesmo período, a população branca apresentou
taxa de mortalidade de 22,9 crianças por cada grupo de 1000. De acordo
com o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil indígena em 2000,
mesmo período analisado pelo IBGE, chegou a 74,6 mortes nos primeiros
12 meses de vida.
Dados
do IBGE apontam que 17% dos índios sofrem de deficiências físicas ou
mentais
Os dados divulgados pelo IBGE em dezembro de 2005 revelam uma elevada
taxa de cegos, surdos e mudos, além de deficientes mentais, entre a
população indígena. Em 2000, das 734 mil pessoas autodeclaradas índios,
125 mil apresentavam pelo menos um tipo de deficiência, o que representa
17% do contingente total. O problema é maior nas áreas urbanas (23,1%
ante 10,5% nas áreas rurais) e atinge mais às mulheres (18,2%) do que
os homens (15,9%). A principal deficiência encontrada à época da pesquisa
foi a cegueira (12,1% na média global, chegando a 19% entre as mulheres
urbanas). Em números relativos, 6,2% declararam-se incapazes ou com
grande dificuldade permanente para andar. Entre os moradores em terras
indígenas, os índices daqueles que apresentam pelo menos um tipo de
deficiência física ou mental caem pela metade. O IBGE não comparou os
dados com aqueles revelados no Censo de 1991, já que no Censo de 2000
foram incluídas novas categorias de deficiências, como as doenças mentais,
que em 2000 atingiam 1,8% da população indígena. Por outro lado, a população
indígena apresentou grandes avanços nos níveis educacionais na década
passada, com um aumento de 50,2% no número de índios alfabetizados,
índice seis vezes maior do aquele registrado para a população brasileira
como um todo. Mesmo assim, a taxa média de analfabetismo entre os índios
maiores de 15 anos (26,1%) permanecem elevadas, principalmente entre
a população residente em áreas rurais (45,5%).
(Fonte:
IBGE - Dez/2005)
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