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Alguns povos indígenas, desde
a época do Descobrimento, mantiveram-se afastados de todas as transformações
ocorridas no País. Eles mantêm as tradições culturais de seus antepassados
e sobrevivem da caça, pesca, coleta e agricultura incipiente, isolados
do convívio com a sociedade nacional e com outros grupos indígenas.
Os índios isolados defendem bravamente seu território e, quando não
podem mais sustentar o enfrentamento com os invasores de seus domínios,
recuam para regiões mais distantes, na esperança de lograrem sobreviver
escondendo-se para sempre.

Pouca ou nenhuma informação se tem sobre eles e, por isso, sua língua
é desconhecida. Entretanto, sabe-se que alguns fatores são fundamentais
para possibilitar a existência futura desses grupos. Entre eles, a demarcação
das terras onde vivem e a proteção ao meio ambiente, de forma a garantir
sua sobrevivência física e cultural. No processo de ocupação dos espaços
amazônicos, o conhecimento e o dimensionamento das regiões habitadas
por índios isolados são fundamentais para que se possa evitar o confronto
e a destruição desses grupos.
Há pelo menos 53 grupos
indígenas ainda não contatados. Desde 1987, a Funai destina
uma unidade para tratar da localização e proteção dos índios isolados,
através das chamadas Frentes de Contato, atuando nos estados
do Amazonas, Pará, Acre, Mato Grosso, Rondônia e Goiás.
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