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Malária volta a ameaçar índios ianomâmis
Brasília - A malária volta a ameaçar os índios ianomâmis. Depois de
três anos de queda sucessiva no número de casos, a doença ganha novamente
contornos de epidemia. Em 2005, foram 1.400 registros, em 2003 haviam
sido 418. O número também é mais do que o dobro do registrado em 2004,
com 622 doentes. Os ianomâmis têm denunciado a falta de medicamentos
e inconstância dos serviços de assistência à saúde. Especialistas afirmam
que problemas de várias nações indígenas se agravaram nos últimos dois
anos, principalmente depois de uma mudança na forma de atuação da Fundação
Nacional de Saúde. Em várias regiões há queixas de falta de estrutura.
(Agestado 16/01/2006)
Acusação do governo revolta guaranis
São Paulo - Índios guaranis de duas tribos de Parelheiros, extremo sul
da capital paulista, demonstraram revolta e desolação diante das declarações
do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, de que as reivindicações
por mais terras indígenas estão passando dos limites. “O Mércio é antropólogo,
isso é o que mais nos deixa indignados”, reagiu o cacique da tribo Krukutu,
Marcos Tupã. “Não há política séria na Funai. Tem muita influência anti-indígena
lá.” (Agestado 13/01/2006)
Índios protestam contra desocupação
Dourados - Cerca de 800 índios guarani-kaiowa fizeram ontem uma passeata
em Dourados, a 221 quilômetros de Campo Grande (MS), em protesto pela
disputa fundiária nas aldeias de Mato Grosso do Sul. O movimento foi
realizado em apoio aos indígenas despejados em dezembro de três fazendas
em Antonio João - terras de Nhande Ru Marangatu. Setecentos foram alojados
em barracos de lona às margens de uma rodovia. 'Também vimos pedir justiça
pela morte de Dorvalino Rocha', disse a líder indígena Léia Aquino,
referindo-se ao índio assassinado em dezembro, após o despejo da terra.
(Correio do Povo 12/01/2006)
Funai tem a sua sede ocupada em Chapecó
Florianópolis - Cerca de cem índios ocupam a sede da Funai, no município
de Chapecó, região Oeste de Santa Catarina, em protesto contra a prisão
de dois caciques - um da tribo guarani e outro caingangue -, ordenada
por uma juíza federal. Os caciques Lauri Alves, dos guaranis, e Idalino
Fernandes, dos caingangues, são acusados pela Polícia de manter em cárcere
privado sete pessoas, no último 19 de dezembro, na reserva Toldo Chimangue,
no interior de Chapecó, durante um protesto para pressionar o governo
federal a demarcar área indígena. (Correio do Povo 30/12/2005)
Escolas indígenas vão ter investimento recorde
São Paulo - O Ministério da Educação (MEC) vai repassar a Estados e
municípios R$ 11 milhões para construir 200 escolas indígenas em 69
cidades no ano que vem. É o maior investimento já feito na área. A oferta
de estabelecimentos é um dos entraves para o crescimento dos níveis
de ensino da população indígena, que cresceu 150% na última década,
segundo números do IBGE divulgados este mês. Pouco menos da metade (43%)
dos índios com entre 5 e 24 anos estão fora da escola. Atualmente, de
acordo com o MEC, a educação indígena tem 164 mil alunos. A responsabilidade
é das redes estaduais e municipais e as escolas funcionam dentro das
aldeias. A proposta pedagógica é de um ensino bilíngüe e que leve em
conta elementos da cultura dos povos.(Agestado 26/12/2005)
Número de índios no Brasil cresce 150% em 10 anos
Rio - Em apenas uma década, a população indígena no Brasil passou de
294 mil para 734 mil, um aumento de 150%, com crescimento médio anual
de 10,8%, bem acima da taxa anual de 1,6% no número de brasileiros como
um todo, independente da raça ou da cor. A diferença de 440 mil índios
a mais no País supera todas as expectativas e surpreendeu não apenas
aos especialistas do IBGE, responsáveis pelos números, como à própria
Fundação Nacional do Índio (Funai). O trabalho foi feito com base nas
informações colhidas nos censos demográficos de 1991 e de 2000 e contou
também com a colaboração de antropólogos, sociólogos e epidemiologistas
de entidades não ligadas ao IBGE. Os dados do IBGE revelam ainda que
entre os 734 mil índios identificados no Censo de 2000, apenas 304 mil
(41,4%) residiam em alguma das 604 terras indígenas reconhecidas pelo
governo (IBGE Dezembro/2005)
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