|
Goitacá - Ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os índios mais
selvagens e cruéis do Brasil, encheram os portugueses de terror. Grandes
canibais e intrépidos pescadores de tubarão. Eram cerca de 12 mil.
Guarani
- Povo de língua da família Tupi-Guarani. Na época da chegada dos europeus,
viviam nas regiões entre os rios Uruguai, Iguaçu e Paraná, a leste do
rio Paraná (atualmente sul de Mato Grosso do Sul; oeste de São Paulo,
Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul; Paraguai; norte da Argentina
e Uruguai). Nos séculos XVII e XVIII, grande parte desses territórios
era de domínio espanhol onde foram instaladas missões de jesuítas ligadas
a província espanhola da Companhia de Jesus. Os jesuítas estudaram e
documentaram fartamente a língua Guarani desde 1625. Nessas missões,
de economia marcadamente coletivista, os Guarani atingiram alto grau
de desenvolvimento e domínio de técnicas européias, mas tornaram-se
presas fáceis para os bandeirantes paulistas e, posteriormente, fazendeiros
paraguaios. Após a destruição das missões, os índios que não foram capturados
fugiram para as matas e juntaram-se a grupos que haviam permanecido
independentes. Dirigiram-se também para o Paraguai, onde o Guarani Paraguaio
é falado hoje por cerca de 3 milhões de pessoas; para a Bolívia, onde
o Guarani Boliviano (ou Chiriguano) é falado por cerca de 50
mil pessoas; e para o norte da Argentina. Dos índios capturados, alguns
foram levados como escravos pelos bandeirantes e outros foram empregados,
como mão-de-obra escrava ou quase, pelos fazendeiros que iniciaram a
ocupação destas terras com a extração de erva-mate. (Foto:Grupo
Nhãmandu Mirim)
Juruna
- Povo indígena cuja língua é a única representante viva da família
Juruna, do tronco Tupi. Autodenominam-se Yudjá; o nome Juruna
significa, em Tupi-Guarani, “bocas pretas”, porque a tatuagem características
desses índios era uma linha que descia da raiz dos cabelos e circundava
a boca. Na metade do século XIX tinham uma população estimada em 2.000
índios, que viviam no baixo rio Xingu. Um grupo migrou mais para o alto
do rio, hoje em território compreendido pelo Parque do Xingu, no Mato
Grosso. Segundo levantamento de médicos da Escola Paulista de Medicina,
que prestam serviços de saúde aos índios do parque, em 1990 eram 132
pessoas. Alguns Juruna vivem dispersos na margem direita do médio e
baixo rio Xingu, e há um grupo de 22 índios, segundo dados da Funai
de 1990, que vive na Volta Grande do rio Xingu, numa pequena área indígena
chamada Paquiçaba, no município de Senador José Porfírio, no sudeste
do Pará. Suas terras serão atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica
de Belo Monte. A título de esclarecimento, o famoso “Cacique Juruna”
não é um índio Juruna, e sim Xavante.
Kaingang
- Povo de língua da família Jê. Também conhecidos como Coroados,
vivem em 26 pequenas áreas indígenas no interior dos estados de São
Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São aproximadamente
7.000 índios. Dos Kaingang de São Paulo, que até o início do século
se mostravam hostis aos trabalhos da estrada de ferro São Paulo - Corumbá,
hoje sobrevivem 100 nos postos Icatu ( Penápolis) e Vanuíre (Tupã).
Os Kaingang meridionais, habitam as reservas de diversos postos indígenas
no Paraná, nos postos Barão de Antonina (Arapongas), Queimadas (Reserva),
Ivaí (Pitanga), Fioravante Esperança (Palmas), Rio das Cobras e Boa
Vista (Iguaçu), Apucarana (Londrina), Mangueirinha (Mangueirinha), José
Maria de Paula (Guarapuava); em Santa Catarina, no posto Xapecó (Chapecó);
no Rio Grande do Sul, nos postos Cacique Doble, Ligeiro, Nonoai e Guarita,
em toldos ou terras de administração estadual, todos nos municípios
do extremo noroeste do Estado. Outra divisões dos Kaingang é formada
pelos índios Xokléng, de Santa Catarina.
Kamayurá
- Tribo de cerca de duzentas pessoas, vivem na região dos formadores
do rio Xingu, Mato Grosso do Norte. Esta população indígena, da família
lingüística tupi-guarani, vinda talvez das costas litorâneas do Maranhão,
emigrou, muito provavelmente a partir do século XVII, para instalar-se
progressivamente nesta região seguindo outros grupos indígenas fugindo
do contato com os portugueses (1870). Apesar da diversidade de origens
e de línguas, essas tribos constituem-se hoje numa área cultural definida:
as tribos da área do uluri ou as chamadas tribos xingüanas,
que ocupam a parte sul do Parque Indígena do Xingu. Ao norte vivem outras
tribos, com algumas das quais os Kamayurá mantiveram contatos esporádicos,
muitas vezes conflituosos, no decorrer de sua migração.
Karajá
- Povo de língua do tronco Macro-Jê. Se dividem nos subgrupos Javaé,
que vive na margem do rio Javaé, na área Indígena Boto Velho; Xambioá,
que vive nas margens do rio Araguaia, no estremo norte de Tocantins,
e Karajá que vivem em 18 aldeias ao longo do Araguaia, principalmente
em frente a ilha doBananal, no Parque indígena do Araguaia, no Tocantins.
Vivem também no Mato Grosso, na área Indígena Tapirapé-Karajá, nos municípios
de Santa Terezinha e Luciara, e no Pará, na área Indígena Karajá Santana
do Araguaia. Em 1990, segundo a Funai, eram aproximadamente 2.100 índios.
Os Karajá fabricam e comercializam bonecas de cerâmica muito apreciadas
por turistas da região.
Pankaru - Sua trajetória foi pontuada por uma sucessão de conflitos
fundiários com grileiros e posseiros, que ainda não foram totalmente
resolvidos. Além de um histórico de opressão e marginalização pela sociedade
não-indígena, os Pankaru têm em comum com os demais grupos indígenas
chamados "emergentes" o ritual secreto do "Toré", marca de identidade
e resistência cultural. Os pouco mais de 80 índios desta tribo
estão localizados no Oeste do Estado da Bahia, à esquerda do
Rio São Francisco. Falam a língua portuguesa.
Pataxó
- Povo de língua da família Maxacali, do tronco Macro-Jê. Abandonou
sua língua original e expressa-se apenas em português. Vive no sul da
Bahia, em Barra Velha, Coroa Vermelha e Monte Pascoal, em zona economicamente
valorizada (cacau e turismo), nos municípios de Porto Seguro e Santa
Cruz Cabrália e nas áreas indígenas Mata Medonha e Imbiriba. Em 1990,
eram aproximadamente 1.600 índios. A tribo ficou tragicamente conhecida
após o assassinato do índio Galdino, em 1997. Ele durmia
em uma parada de ônibus em Brasília quando garotos de classe
média colocaram fogo, confundindo-o com um mendigo.
Potiguar
- Habitavam a costa desde São Luís até as margens do Paraíba, e
das margens do Rio Acaraú, no Ceará, até a cidade de João Pessoa, na
Paraíba, num número de 90 mil índios. Eram exímios canoeiros
e inimigos dos portugueses.
|