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Xavantes
- Povo de língua da família Jê. Autodenominam-se Akwe ou Akwen.
Contatados na década
de 1940, eram índios guerreiros que resistiram à ocupação de seu território,
no Mato Grosso, pelos colonizadores. Em 1989 o grupo contava cerca de
6.000 pessoas, distribuidos em sete áreas indígenas entre os rios das
Mortes e Batovi, a leste de Mato Grosso. Há estimativas de que a população
Xavante tenha se reduzido à metade desde o primeiro contato oficial
com os brancos, em 1946, devido a doenças. São predominantemente caçadores
e coletores. Valorizam os rituais de morte e são divididos em dois blocos.
Cada membro da tribo recebe um sinal de que é de uma metade ou da outra,
e estes dois grupos não podem se casar entre si. No sul do Brasil, os
jês são representados pelos Kaingangues e pelos Xokleng,
que apresentam praticamente as mesmas características, apenas adaptadas
ao ambiente. (Fonte: antropólogo José Otávio Catafesto, da UFRGS)
Xokleng - Os índios Xokleng da TI Ibirama em Santa Catarina, são
os sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil
iniciado em meados do século passado, que quase os exterminou em sua
totalidade. Apesar do extermínio de alguns subgrupos Xokleng no Estado,
e do confinamento dos sobreviventes em área determinada, em 1914, o
que garantiu a "paz" para os colonos e a conseqüente expansão e progresso
do vale do rio Itajaí, os Xokleng continuaram lutando para sobreviver
a esta invasão, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais
de sua terra, agravada pela construção da Barragem Norte. Da família
linguística Jê, hoje vivem pouco mais de 750 índios.
Yanomani
- Povo constituído por diversos grupos cujas línguas pertencem a mesma
família, não classificada em troncos. Abrange as línguas Yanomami, falada
na maior extensão territorial, Yanomam ou Yanomani, Sanumá e Ninam ou
Yanam, as quatro com vários dialetos. Vivem no oeste de Roraima, no
norte do Amazonas e na Venezuela, num total de 20 mil índios. Referidos
desde o século XVIII, constituem o povo mais numeroso da América que
mantém seu patrimônio cultural pré-colombiano preservado. Praticam
caça, pesca, coleta e, em menor grau, agricultura. Distribuem-se, no
Brasil, em 150 aldeias, formadas por uma ou mais malocas. Cada maloca,
ou xabono, abriga de 30 a 150 moradores e algumas chegam a 300. O território
dos Yanomami começou a ser invadido no final da década de 1950. Em 1970
a Rodovia Perimetral Norte cortou todo o território e, depois do anúncio
em 1975 da existência de ouro e outros metais na região, afluíram milhares
de garimpeiros. Os garimpeiros, estimados em 45 mil até 1987, levaram
malária, pneumonia e outras doenças, prejudicaram a caça e a pesca,
e causaram a fome e muitas mortes. Em 1978 foi criada a Comissão pela
Criação do Parque Yanomami com uma campanha pela demarcação das terras
desses índios e expulsão dos garimpeiros. No final da década de 1980,
as forças armadas decidem implantar e consolidar o projeto Calha Norte,
para a proteção de uma extensa faixa ao longo da fronteira amazônica
brasileira. Para tal é proposto, entre outras medidas, a construção
de quartéis e o incentivo da mineração e garimpagem demarcando o território
Yanomami num conjunto de 19 pequenas ilhas não contínuas, inseridas
numa reserva florestal destinada a exploração econômica. Esta demarcação
foi questionada pela Procuradoria Geral da República, seguindo-se então
uma enfática campanha internacional denunciando o espoliamento do território.
Em 1992, às vésperas da Conferência Mundial de Meio Ambiente realizada
no Rio de Janeiro, o então presidente, Fernando Collor, pressionado
pela opinião pública mundial, finalmente corrigiu as distorções da demarcação
proposta pelos militares e assinou o decreto de demarcação do território
Yanomami contínuo. Como a região é de fato rica em minerais, permanecem
atuantes as pressões de grandes empresas mineradoras.
Parte
destes dados foram obtidos no site da DIA - Documentação Indiginista
Ambiental, Instituto Socioambiental e Almanaque ZAZ.
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